Por Bruno Pinheiro (Ecosurfi CJ Caiçara)

A terceira oficina da III Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente na Baixada Santista vai rolar no próximo sábado, dia 06, na cidade de Itanhaém. A atividade acontecerá no Centro de Pesquisa do Estuário do rio Itanhaém CPERio a partir das 9hs e é voltada para universitários do Programa Escola da Família e professores da rede publica e particular de ensino da cidade de Itanhaém

Com o lema “Vamos cuidar do Litoral!” e o objetivo de estimular a realização de Conferências de Meio Ambiente nas escolas de ciclo II (5ª à 8ª ou 6º ao 9º), esta é a terceira Oficina de Conferência, que atenderão todas as nove cidades da região.

A primeira oficina aconteceu em Santos, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação. Depois Praia Grande, e agora será a vez de Itanhaém, que atenderá também Peruíbe e Mongaguá. As atividades são gratuitas e voltadas para universitários do Programa Escola da Família, professores de escolas municipais, estaduais e particulares e educadores populares.A iniciativa de mobilizar professores e universitários para pensar como “Vamos cuidar do Litoral” é do Coletivo Jovem Caiçara de Meio Ambiente (CJ Caiçara/REJUMA).

O CJ Caiçara é uma rede de Juventude e Meio Ambiente do litoral paulista, com pontos focais descentralizados e engajados em articular e fortalecer a participação da juventude na construção de políticas públicas socioambientais, enraizando uma dinâmica de atuação nacionalmente construída na REJUMA – Rede da Juventude pelo Meio Ambiente e Sustentabilidade e estadualmente compartilhada no Coletivo Jovem de Meio Ambiente de São Paulo.

São parceiros o Programa Escola da Família, por meio da Diretoria Regional de Ensino de São Vicente, e as ONGs Ecosurfi – Entidade Ecológica dos Surfistas, Camará – Centro de Pesquisa e Apoio à Infância e Adolesência e OG/PNEA - Órgão Gestor da Política Nacional de Educação Ambiental. Apóiam a Conferência na Baixada a Secretaria Municipal de Educação de Santos, Prefeitura Municipal de Itanhaém através das Secretárias de habitação e Meio Ambiente e Secretária de Educação, Cultura e Esportes, Secretaria Municipal de Educação da Praia Grande, a REABS - Rede de EA da Baixada Santista e a Rede de Agendas 21 do Litoral Paulista.

III CNIJMA – Saiba Mais!

A sociedade humana começa admitir e debater as necessárias transformações de seu comportamento em relação à natureza. A Educação Ambiental é entendida como uma das estratégias mais eficazes para estimular a reflexão sobre os valores e princípios éticos que conduzem as escolhas pessoais e coletivas. E a juventude é reconhecida como segmento social dos mais importantes para efetivar essas transformações.

É neste contexto que se apresenta a III Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente, promovida nacionalmente pelo Órgão Gestor da Política Nacional de Educação Ambiental (OGPNEA), formado pelo Departamento de EA do Minisitério do Meio Ambiente (DEA/MMA) e pela Coordenação Geral de Educação Ambiental do Ministério da Educação (CGEA/MEC). A III CNIJMA acontece também durante a Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável e no Ano do Planeta Terra, instituídos pela Unesco. Assim, contribui para aprofundar os debates sobre a Oito Metas do Milênia, do Programa das Nações Unidadas para o Meio Ambiente – PNUD.

E reforça, ainda, valores e ações propostas pelo Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global, Carta da Terra, Carta das Responsabilidades Humanas e Agenda 21.O tema da CNIJMA este ano é “Mudanças Ambientais Globais”. Os projetos e ações serão norteados por subtemas relacionados aos quatro elementos da natureza. Água (hidrosfera/recursos hídricos/desertificação); Ar (atmosfera/ar e clima/mudanças climáticas); Terra (biosfera/biodiversidade/desflorestamento); e Fogo (sociosfera/energia e mobilidade/matriz energética e transportes) serão os eixo temáticos que estimularão alunos, escolas e comunidades a compartilhar responsabilidades no enfrentamento cotidiano das transformações provocadas pelo aquecimento do planeta.

As “Oficinas de Conferência” são apenas o primeiro passo e buscam capacitar e estimular a participação. O segundo passo é “Coferência na Escola”, processo no qual os alunos produzem conhecimentos sobre suas comunidades e socializam as informações; e as escolas e comunidades assumem uma responsabilidade e uma ação relacionada a um dos temas da Conferência. As escolas que desenvolverem a Conferência na Escola elegerão ainda um delegado, de 11 a 14 anos, que poderá integrar a delegação paulista na etapa nacional da III CNIJMA, na cidade de Brasília em abril de 2009.

Mais Informações sobre a III CNIJMA

Site da III CNIJMAhttp://www.mec.gov.br/conferenciainfanto2008
Comunidade Virtual “Vamos Cuidar do Brasil”http://www.educarede.org.br/educa/index.cfm?id_comunidade=144
Portal Flecha de Luz – Conhecimento e prática dos Anticorpos de Gaia
http://www.flechadeluz.orgPortal Rejuma – Rede da Juventude pelo Meio Ambiente e Sustentabilidadehttp://www.rejuma.org.br

Fonte:
brunopinheiro.peruibe@gmail.com
(13) 9775-0302
Comunicação GAIA – Grupo de Articulação, Interação e Ação
www.flechadeluz.org

Painél Com-Vida

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Buscando ampliar a visão e o entendimento sobre valores fundamentais para uma boa relação humana, os alunos do programa de Educação Ambiental – Conexão Braço de Orion 001 que está sendo desenvolvido na EM Maria Aparecida Soares Amêndola em Itanhaém / SP, vem se empenhando em discutir questões como responsabilidade e compromisso. O enfoque das oficinas oferecidas nas ultimas aulas foi o de buscar construir conjuntamente com os jovens aprendizes respostas para a pergunta: “Quais são os nossos desejos para uma boa convivência”.

Enfatizando a necessidade de construir coletivamente a proposta para harmonizar o convívio, foi discutido entre os educandos o que representa as palavras Responsabilidade e Compromisso. Frases como, “Cuidar de si mesmo, não maltratar os mais velhos e ter responsabilidade com seus atos” e “Cumprir com o dever da escola e do trabalho e usar camisinha contra a Aids” foram algumas das propostas que saíram das discussões feita pelos alunos.

Após o entendimento do que de fato representa as palavras responsabilidade e compromisso para os jovens e assistido o filme que trata sobre a “Carta das Responsabilidades Humanas”, cerca de 23 propostas foram relatadas e subsidiariam o que viria ser a base conceitual da construção do “Acordo de Convivência”, dos alunos para os alunos.


Divididos em grupos, foi perguntado quais seriam os seus desejos para que exista harmonia no desenvolvimento das atividades da Com-Vida. As respostas foram as mais diversas possíveis, no entanto foi demonstrado o quanto os conceitos básicos de convívio edificaram o entendimento sobre princípios de boa relação mutua.

Entre os desejos que foram expostos estão: “Assumir o erro perante o grupo”, “Respeito quando alguém estiver falando, ouvir primeiro e depois perguntar ou opinar”, “Não ter vergonha de expor suas idéias”, entre outros.

As impressões desta oficina possibilitaram um conjunto de entendimentos que foram sistematizados para facilitar o funcionamento do programa e deram origem há um documento que está sendo mantido como eixo estruturante para uma boa relação pessoal nas atividades semanais.

Uma vez que todos ajudaram a construir e concordaram com o teor das sugestões, tornan-se responsáveis pelo cumprimento e difusão do acordo.



No dia 30 de maio, trinta e três alunos de 7ª e 8ª séries da EM Maria Aparecida Soares Amêndola, realizaram uma cobertura educomunicativa do Viva Mata, evento promovido anualmente pela Fundação SOS Mata Atlântica, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo.
Os alunos são os Anticorpos de Gaia de Itanhaém que integram o Programa de Educação Ambiental – Projeto Braço de Orion 001, que está formando COMVIDA - Comissão de Meio Ambiente e Qualidade de Vida na Escola.



Durante todo o dia os jovens visitaram estandes de projeto e ONGs e e assistiram a palestra e oficinas sobre a Mata Atlântica. Enquanto participavam das atividades entrevistaram, fotografaram e colheram registros escritos.

Todo o material será sistematizado em conjunto dos alunos para a elaboração de materiais informativos. Para os alunos ficou clara a importância de preservação do que resta da Mata Atlântica, segundo a aluna Tamires dos Santos Pereira de 14 anos, “a grande importância desse evento foi tentar transmitir a conscientização de que temos que começar agora, pois amanhã pode ser tarde, que o mundo depende de nós jovens e que podemos salvar a natureza”.

Já para a aluna Deborah da Silva Ramos, de 13 anos, a ida para o Viva a Mata foi muito importante, pois eles terão a esponsabilidade de trazer as informações para quem não pode ir. “Nós do projeto Braço de Orion fomos até São Paulo para participar de um evento sobre a Mata Atlântica para repassar para outras pessoas como é importante cuidar do que restou da nossa Mata Atlântica, aprendemos como melhorar o mundo cultivando e plantando, cada pessoa que foi, saiu com o objetivo de mudar o mundo e informar de como podemos cuidar da natureza.

Através da reportagem que realizamos lá, ficamos sabendo o
que cada pessoa pensa sobre a idéia da construção de um porto entre Itanhaém e Peruíbe e como vai ser ruim para a natureza, por isso temos que pensar antes de agir e evitar que façamos coisas erradas”, conclui Deborah.

Entre os entrevistados o diretor da SOS Mata Atlântica, Mario Mantovani, e o cientista do INPE – Insituto Nacional de Pesquisas Espaciais, Flavio Monzonni. Monzonni explicou aos alunos sobre a atualização do Atlas da Mata Atlântica, que acompanha a ocupação por tipo de uso, exemplificando a complicada situação de degradação e as dificuldades de fiscalização aqui no Bioma.

“Os 7% que ainda restam da Mata Atlântica estão em fragmentos e o desmatamento aqui é mais difícil de perceber, porque é o que chamamos de 'desmatamento seletivo'. É diferente da Amazônia, onde as derrubadas são em larga escala. Isto dificulta o controle e a fiscalização”, afirma o cientista.

Uma oficina de elaboração de fanzines precedeu a cobertura da Viva Mata. “Estamos trabalhando com os garotos na perspectiva de aliar as atividades na escola, com conteúdos trabalhados dinamicamente, a ações práticas, em que os jovens têm de pôr as mãos na massa e a boca no trombone. Queremos estimular a capacidade de expressão deles”, diz o técnico da Secretaria de Educação, Cultura e Esportes e um dos facilitadores da COMVIDA, Marcus Vinicius de Souza Ferreira.

O Programa de Educação Ambiental – Projeto Braço de Orion 001 é gerido a nível estadual com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE/MEC), tomados pela UNICAMP – Universidade Estadual de Campinas, e em Itanhaém é executado pela Equipe Técnica de Educação Ambiental formada por Técnicos da Secretaria de Educação, Cultura e Esportes e Departamento de meio Ambiente.


São parceiros estratégicos do Programa a REJUMA – Rede da Juventude pelo Meio Ambiente e Sustentabilidade, a REBEA - Rede Brasileira de Educação Ambiental, REPEA – Rede Paulista de Educação Ambiental, REABS – Rede de Educação Ambiental da Baixada Santista, Rede Paulista de Agendas 21 Locais e Rede de Agendas 21 do Litoral Paulista, Carta das Responsabilidades Humanas, Green Map System e GYAN - Global Youth Action Network.

Mais informações acessar www.flechadeluz.org.

Diversificando

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Faz parte do Projeto COMVIDA desenvolvido na E.M.Profª Maria Aparecida Soares Amêndola oferecer orientação diversificada aos alunos participantes dele. Os jovens são incentivados a criar e a se manifestarem e para isso entraram em contato, sob a orientação dos voluntários Bruno Pinheiro e Fernanda da ONG Ecosurfi, com uma técnica de expressão de grande aceitação, o fanzine.


Ecoalfabetização

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As imagens aqui reveladas do projeto COMVIDA desenvolvido na E. M Profª. Maria Aparecida Soares Amêndola, aliado ao Projeto Semear, que o professor de matemática Sérgio Batista da Costa coordena, trabalhando a horta escolar com os fundamentos da agricultura urbana e orgânica dão lições de ecoalfabetização.

O Projeto de formação de Comissão de Meio Ambiente e Qualidade de Vida na Escola está articulando iniciativas locais; a proposta tem caráter piloto e objetiva expandir alcance para ano que vem.

Quase 50 alunos estão protagonizando a formação de COMVIDA – Comissão de Meio Ambiente e Qualidade de Vida na Escola Municipal Maria Aparecida Soares Amêndola, no Bairro Cabuçu, em Itanhaém.


A COMVIDA é um espaço dos alunos e para os alunos. Visa mobilizar o debate sobre as questões socioambientais da comunidade e enraizar práticas participativas em busca da melhoria da qualidade de vida sob os princípios de que “jovem educa jovem” e “jovem escolhe jovem”.


Por meio do Programa de Educação Ambiental – Projeto Braço de Orion 001, iniciativa do Coletivo Jovem de Meio Ambiente de São Paulo com financiamento do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE/MEC) para a gestão, jovens estão implementando COMVIDAS em escolas de cerca de 25 cidades do estado.


Em Itanhaém a execução do projeto é da Equipe Técnica de Educação Ambiental formada pela Secretaria de Educação, Cultura e Esportes , pelo Departamento de Meio Ambiente e da Secretaria de Agricultura.


Na Baixada Santista, participam também as cidades de Peruíbe, São Vicente e Guarujá. A gestão regional é do CJ Caiçara/REJUMA e o apoio na região é das ONGs Ecosurfi (Entidade Ecológica dos Surfistas), Camará – Centro de Pesquisa e Apoio à Infância e Adolescência e GREG (Grupo Ecológico Guaraú), da empresa Nação Ecológica e do Coletivo Educador Serra do Mar.


A proposta trabalhará a formação de agentes socioambientais mirins em cinco pilares metodológicos: reencantamento humano, empreendedorismo, educação ambiental, educomunicação e participação política.


O técnico da Secretaria de Educação de Itanhaém, André Barbosa, é um dos facilitadores do projeto. Segundo ele, “esta é uma proposta piloto que objetiva aprender com as experiências para atender mais escolas no ano que vem. Estamos adaptando a metodologia, estabelecendo diálogo com a grade curricular e a articulação com projetos já desenvolvidos”.


O Portal Flecha de Luz (www.flechadeluz.org) é a ferramenta educomunicativa para do Programa. Além de possibilitar às COMVIDAS um canal na WEB para a produção e publicação de conteúdos, permite que os jovens compartilhem experiências e conhecimentos localmente construídos, aprendendo também com as práticas alheias.

“As novas condições impostas pelas mudanças ambientais e pela globalização fazem necessário que nós jovens desenvolvamos respeito pela vida e que dominemos as tecnologias de informação e comunicação. Ao mesmo tempo em que precisamos nos reconhecer como sujeitos da história, ter capacidade de concretizar idéias e valorizar a atuação em coletividades”, explica Bruno Pinheiro, da Ecosurfi e do CJ Caiçara/REJUMA.

SEMEANDO FORTALECIMENTO LOCAL

Um dos grandes potenciais da COMVIDA é a total possibilidade de interação com projetos já desenvolvidos nas escolas e comunidades. Na E.M. Maria Aparecida Soares Amêndola o professor de matemática Sérgio Batista da Costa há um ano coordena o Projeto Semear, que trabalha horta escolar com os fundamentos da agricultura urbana e orgânica. A iniciativa envolve as matérias de matemática, ciências, inglês e português de forma multidisciplinar.


“Os alunos querem ir pra horta toda hora. A horta é o centro organizador para as disciplinas, com caráter multidisciplinar. Relacionamos a prática aos conteúdos trabalhados em sala de aula”, fala o professor Sérgio. “A COMVIDA é uma parceira do Semear, pois na verdade são uma coisa só, uma fortalece a outra”, conclui.


Para uma das coordenadoras pedagógicas de ciclo II (5ª à 8ª séries) da Rede Municipal de Ensino de Itanhaém, Renata Luz Leite, a COMVIDA pode colaborar para atingir metas educacionais. “Os projetos políticopedagógicos visam melhorar tanto a carga de conteúdo como a aplicação dele no dia a dia, qualificando a formação cidadã dos alunos.


A COMVIDA está no início apenas, mas pode contribuir para que as escolas atinjam as metas de seus projetos políticopedagógicos”, afirma a coordenadora.
O Programa de Educação Ambiental – Projeto Braço de Orion 001 é gerido com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE/MEC), tomados pela UNICAMP – Universidade Estadual de Campinas. São parceiros estratégicos do Programa a REJUMA – Rede da Juventude pelo Meio Ambiente e Sustentabilidade, a REBEA Rede Brasileira de Educação Ambiental, REPEA – Rede Paulista de Educação Ambiental, REABS – Rede de Educação Ambiental da Baixada Santista, Rede Paulista de Agendas 21 Locais e Rede de Agendas 21 do Litoral Paulista, Carta das Responsabilidades Humanas, Green Map System e GYAN Global Youth Action Network.


Mais informações acessar
www.flechadeluz.org.

Fonte
iMaque / Comunicação GAIA – Grupo de Articulação, Interação e Ação
Conexão Braço de Orion
www.flechadeluz.org
Conexão Braço de Orion – www.flechadeluz.org
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